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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014



Bitcoin pode virar dinheiro 'vivo'; veja quem aposta na moeda virtual 
 


Apesar de ser uma moeda virtual, o bitcoin está fazendo com que pessoas ganhem dinheiro de verdade com ele. Empresas que trocam bytes por reais já operam no Brasil e fazem crescer o número de especuladores – gente que lucra com a compra e venda dos bitcoins quando variam de preço. Há ainda quem troque serviços pela moeda virtual para fugir das taxas cobradas por bancos e agilizar pagamentos. Veja abaixo alguns exemplos:
Startups de compra e venda de bitcoins
Embora rejeitem o rótulo de "casas de câmbio", o serviço oferecido por essas startups tem funcionamento semelhante ao de empresas que trocam moeda nacional por estrangeira (e vice-versa). A diferença é que os bitcoins não têm um emissor centralizado (como o Banco Central, por exemplo). Além disso, o que chamamos de "cotação" da moeda, na verdade, é uma variação de preço baseada na sua compra e venda com um dinâmica semelhante à das ações em uma Bolsa de Valores. 
Apesar de ser uma moeda virtual, o bitcoin está fazendo com que pessoas ganhem dinheiro de verdade com ele. Empresas que trocam bytes por reais já operam no Brasil e fazem crescer o número de especuladores – gente que lucra com a compra e venda dos bitcoins quando variam de preço. Há ainda quem troque serviços pela moeda virtual para fugir das taxas cobradas por bancos e agilizar pagamentos. Veja abaixo alguns exemplos:
Startups de compra e venda de bitcoins
Embora rejeitem o rótulo de "casas de câmbio", o serviço oferecido por essas startups tem funcionamento semelhante ao de empresas que trocam moeda nacional por estrangeira (e vice-versa). A diferença é que os bitcoins não têm um emissor centralizado (como o Banco Central, por exemplo). Além disso, o que chamamos de "cotação" da moeda, na verdade, é uma variação de preço baseada na sua compra e venda com um dinâmica semelhante à das ações em uma Bolsa de Valores. 


André Luiz Horta, diretor-executivo da Bitcoin to You, explica que a empresa é uma ''intermediária'' para compra e venda de bitcoins
André Luiz Pereira, 30, diretor-executivo daBitcoin to You, explica que a empresa é uma "intermediária" para compra e venda de bitcoins. A startup lucra com a cobrança de comissões nessas transações como uma corretora de valores. Na cotação da sexta-feira (14), um bitcoin valia aproximadamente R$ 1.550.
Quem faz depósitos (transforma reais em bitcoins) ou saques (bitcoins em reais) paga 1,65% sobre o valor à empresa. Por exemplo, quem deposita R$ 100 paga R$ 1,65 à startup e fica com R$ 98,35 de saldo na conta "virtual". Apesar de o bitcoin não ser regulamentado por instituições financeiras, essas operações envolvem, necessariamente, um banco. Outra startup, a Mercado Bitcoin, cobra 1,99% sobre o valor, além de R$ 2,90.
No caso da Bitcoin to You, os depósitos podem ser feitos na boca do caixa, envelope no caixa eletrônico e transferência pelo internet banking. Os "saques" são creditados pela startup na conta bancária do cliente.
Com essa conta "virtual" aberta, a pessoa pode negociar bitcoins – essa operação não envolve bancos. A comissão cobrada pela Bitcoin to You é de 0,6% sobre o valor da ordem de compra ou venda. A Mercado Bitcoin cobra 0,3% para ordem executada ou 0,7% para ordem executora.
A Bitcoin to You afirma movimentar o equivalente a cerca de R$ 1 milhão por mês. Outra startup, a Mercado Bitcoin, afirma negociar aproximadamente R$ 10 milhões por mês. Tanto a Bitcoin to You como a Mercado Bitcoin afirmam possuir CNPJ e emitir nota fiscal (ou seja, recolhem impostos).
"Apesar de lidarmos com uma moeda eletrônica, seguimos as leis do país e não há informalidade em nenhum momento do processo", enfatiza Pereira.
Especuladores
A grande variação de valor do bitcoin tem despertado o interesse de "especuladores" na moeda virtual. Para isso, é preciso criar uma conta junto a uma empresa de corretagem de bitcoins, que exigem que o cliente informe RG, CPF e comprovante de endereço.
"É muito tentador, por exemplo, comprar bitcoins por R$ 20 e depois vender por R$ 50. É similar a ações na Bolsa de Valores. A maioria dos clientes compra bitcoins 'na baixa' e vende 'na alta'", explica Pereira.
Página do Mercado Bitcoin informa o preço da moeda em reais e o gráfico de variação do valor nos últimos cinco dias
Pereira, da Bitcoin to You, recomenda cautela a quem pretende entrar no mercado de bitcoins. "Estude a respeito do investimento antes e use um dinheiro do qual não vá precisar em curto prazo. É preciso ter a mesma atenção que a dada a um investimento em bolsa ou imóveis", compara.
Além disso, segundo Rodrigo Batista, 33, diretor-executivo da Mercado Bitcoin, há o entendimento de que os clientes devem pagar impostos (por meio da declaração anual à Receita Federal) sobre os ganhos de capital que auferem quando vendem os Bitcoins.
Serviços pagos em bitcoins
Outra forma de ganhar com o bitcoin é ser pago na moeda virtual, seja vendendo um produto ou serviço. Depois, com os bitcoins na "carteira", seu dono pode resgatá-las em moeda corrente, aplicá-las ou trocar por outros produtos e serviços, como faria com dinheiro vivo.
A quantidade de estabelecimentos comerciais que aceita bitcoins em pagamentos ainda é pequena. No Brasil, eles são apenas 38 e a maioria deles está no Sudeste, de acordo com o site Coin Map, que traça um mapa colaborativo com esses locais. Em geral, a opção é oferecida por entusiastas da moeda virtual – pessoas que compram a moeda e decidem aceitá-la em pagamentos nos seus próprios empreendimentos.
Mineração de bitcoins
Por fim, outra forma de lucrar com os bitcoins é participando da atividade de "mineração" das moedas, que consiste em "emprestar" a capacidade de processamento de computadores para manter ativas todas as transações digitais na moeda virtual feitas no mundo.
Para que as transações com bitcoins sejam válidas, os computadores têm de "decifrar" as chaves criptográficas (códigos "embaralhados") que transitam entre máquinas com essas informações, gerando seu registro que é guardado em um bloco.
Isso é feito de maneira descentralizada. Uma pessoa aqui no Brasil, que dispõe de computadores com alto poder de processamento, pode ajudar nessa tarefa, tanto quanto outra que esteja, por exemplo, no Japão.
Pelo trabalho, os donos dessas máquinas ganham uma pequena fração de bitcoin. Isso porque para quebrar uma única chave criptográfica e gerar um novo bloco são necessários muitos computadores em rede, e eles dividem o "pagamento". Portanto, quando maior o poder de processamento, maior será a fatia nesse pagamento.
O valor atual é de 25 bitcoins por bloco criado. Mas, segundo o projeto inicial da moeda virtual, essa remuneração diminui conforme a produção aumenta. Isso até que se atinja um número limite bitcoins, depois não serão produzidas novas moedas. Portanto, a mineração vai ficando cada vez menos rentável -- até não ser mais necessária.

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